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[14/08/2019] Prevenção contra o câncer de próstata deve se transformar em rotina a ser seguida

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que durante o ano de 2018 mais de 62 mil novos casos de câncer de próstata serão diagnosticados no Brasil, sendo o segundo mais comum entre os homens, atrás somente do câncer de pele não-melanoma.

Para o Drº Emerson Ricardo, urologista da Clínica Central da Saúde, a tendência é que novos casos apareçam com o passar dos anos em decorrência do envelhecimento da população masculina. “A idade é o principal fator de risco para o câncer de próstata. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda iniciar o rastreamento dos tumores de próstata a partir dos 50 anos, em homens sem fatores de risco, e com 45 anos naqueles com histórico familiar da doença em pai, irmãos ou tios. A população da raça negra também precisa ter uma atenção maior, já que a afrodescendência também é um fator de risco”, cita o especialista.

Durante a fase inicial, o tumor de próstata é assintomático, ou seja, não apresenta sintomas. Quando surgem dor óssea e emagrecimento, cerca de 95% dos tumores já se encontram em fase avançada, o que dificulta as chances de cura. Por essa razão, é fundamental manter os exames de rotina. “Atualmente, fazemos o rastreamento pelo exame de PSA (antígeno prostático específico) somado ao exame de toque retal. Caso apareça alguma alteração, prosseguimos com a investigação. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia da próstata guiada por ultrassonografia. Em estágio inicial, podemos falar em cura da doença, porém, em casos avançados, já com metástases, focamos no controle da doença”, aponta o urologista. 

A prevenção ainda é a melhor estratégia contra esse tipo de câncer. Os homens devem se conscientizar sobre a importância de manter uma rotina de consultas com o urologista, médico que vai avaliar o paciente regularmente, a curva dos resultados de PSA e alterações no exame físico da próstata. “É importante que a prevenção seja feita anualmente, pois quanto mais cedo a doença for detectada, melhor para buscar a cura”, finaliza  Drº Emerson.


Fonte: O Rondoniense